Especialista explica como agir ao encontrar animais silvestres no litoral durante a temporada de migração
Fotos: https://flic.kr/s/aHBqjCZG2p
Agosto marca o período de migração dos pinguins-de-magalhães pelo litoral catarinense, e os registros da espécie têm aumentado nas redes sociais com vídeos de animais avistados nas praias de Bombinhas, Governador Celso Ramos e Florianópolis, reforçando um movimento natural desta época do ano.
Durante o inverno, especialmente entre julho e setembro, diferentes espécies se aproximam da costa de Santa Catarina, entre elas baleias-francas, leões-marinhos, lobos-marinhos, tartarugas marinhas e os próprios pinguins-de-magalhães. Essa movimentação faz parte dos ciclos migratórios e reprodutivos da fauna e exige atenção da população para evitar interferências e contribuir com a conservação dos animais.
De acordo com Camila Moraes, oceanógrafa do Oceanic Aquarium, a aproximação desses animais da costa não significa, necessariamente, que estejam em perigo.
“Muitos utilizam as praias para descansar durante longas migrações ou porque encontram condições favoráveis para alimentação e reprodução. O mais importante é respeitar, manter distância e evitar qualquer tipo de interação”, explica.
Os visitantes mais comuns do inverno
O principal símbolo da estação é a baleia-franca, que migra das águas geladas da Antártica para o litoral brasileiro em busca de águas mais quentes, onde dá à luz e amamenta seus filhotes. Em Santa Catarina, os avistamentos são frequentes, principalmente entre Florianópolis e o Sul do Estado.
Outro visitante típico da estação é o pinguim-de-magalhães. Os jovens da espécie costumam chegar debilitados às praias após longas viagens em busca de alimento. Alguns animais são encontrados debilitados, desidratados ou com alterações de saúde e necessitam de avaliação por equipes especializadas. Também é comum encontrar leões-marinhos e lobos-marinhos descansando na areia antes de retomarem a migração.
As tartarugas marinhas também são registradas durante o inverno, muitas vezes debilitadas pela ingestão de resíduos, por colisões com embarcações ou pela captura acidental em redes de pesca.
“As pessoas geralmente têm a intenção de ajudar, mas tentar colocar um animal de volta ao mar ou oferecer alimento pode agravar seu estado de saúde. Cada situação precisa ser avaliada por equipes especializadas”, orienta Camila.
O que fazer ao encontrar um animal marinho
-A recomendação é observar o animal à distância e evitar qualquer tipo de contato.
-Entre os principais cuidados estão:
-Não tocar nem tentar alimentar o animal;
-Manter crianças e animais domésticos afastados;
-Não cercar o animal para tirar fotografias;
-Não tentar devolvê-lo ao mar;
-Acionar os órgãos ambientais, o Corpo de Bombeiros ou projetos de monitoramento da fauna marinha.
Segundo a veterinária e gerente de operações técnicas do Oceanic Aquarium, Juliana Formágio, o estresse provocado pela aproximação de pessoas pode comprometer a recuperação dos animais e até colocar em risco seu retorno ao ambiente natural.
“A melhor forma de ajudar é respeitar o espaço da fauna silvestre. Muitas vezes, o animal apenas descansa e precisa de tranquilidade para seguir sua jornada”, afirma.
Conheça de perto a fauna marinha no Oceanic Aquarium
Quem visita o Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú, tem a oportunidade de observar algumas das espécies que costumam aparecer no litoral catarinense durante o inverno, como os pinguins-de-magalhães.
O empreendimento reúne mais de 170 espécies, entre elas tubarões-mangona, águas-vivas, polvo, cavalos-marinhos, lontras, jacarés, capivaras e peixes de diferentes regiões do planeta. A experiência inclui ainda o espaço Imersão Oceania, com aves australianas.
Serviço
Oceanic Aquarium
Aberto todos os dias
Rua 4000, 133 – Barra Sul em Balneário Camboriú (SC)
Horários, ingressos e outras informações estão disponíveis no site: www.oceanicaquarium.com.br


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