Após não conseguir manter o número mínimo de assinaturas para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Caso Orelha, o deputado estadual Mário Motta (PSD) afirmou que vai reavaliar os próximos passos do mandato para que as circunstâncias da morte do cão comunitário continuem sendo acompanhadas. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais.
A CPI deixou de ser protocolada após a retirada de uma assinatura pouco antes do prazo final, fazendo com que o requerimento ficasse abaixo das 14 assinaturas exigidas pelo Regimento Interno da Assembleia Legislativa.
No pronunciamento, Mário Motta reconheceu que a proposta não avançou e disse respeitar a decisão dos parlamentares. Ao mesmo tempo, afirmou que o episódio trouxe aprendizados sobre a atuação política e reforçou seu compromisso com a fiscalização.
“A intenção da CPI nunca foi responsabilizar previamente qualquer pessoa, mas esclarecer divergências entre os resultados apresentados durante a investigação. A CPI buscaria entender as diferenças entre os apontamentos da Polícia Civil e as conclusões que levaram ao arquivamento do caso pelo Ministério Público”, frisou.
O parlamentar disse ainda que utilizará os próximos dias para ouvir representantes da sociedade e discutir, junto à equipe do mandato, novas medidas voltadas à proteção animal, ao combate aos maus-tratos e à fiscalização das ações do Estado relacionadas ao caso.
Durante o vídeo, o deputado também destacou iniciativas do mandato na área da causa animal, entre elas recursos destinados à castração, vacinação, alimentação, instalação de casinhas para cães comunitários e a destinação de verba para a implantação da clínica veterinária municipal de São José. Segundo ele, a estrutura poderá servir como modelo para ampliar o atendimento na Grande Florianópolis.
Ao encerrar a manifestação, Mário Motta afirmou que a estátua em homenagem ao cão Orelha está em fase final de produção e que buscará um espaço público para sua instalação junto à futura clínica veterinária. “A homenagem deve servir para manter viva a discussão sobre a proteção dos animais e a busca por transparência sobre esse e todos os casos”, concluiu.



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