Projeto de letramento audiovisual inspirado nos ODS da ONU passa a contar com duas turmas e ex-alunos como monitores
A Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), por meio do Centro de Educação Superior da Foz do Itajaí (Cesfi), inicia nesta quinta-feira, 9 de abril, a segunda edição do projeto de educação socioambiental “Olhares da Vila”, voltado ao letramento audiovisual de crianças e adolescentes da comunidade da Vila Fortaleza, em Balneário Camboriú.
Consolidado como uma importante ação de extensão universitária, o projeto retorna com novidades: a ampliação para duas turmas — uma no período matutino e outra no vespertino — e o fortalecimento do protagonismo juvenil, com a participação de crianças que integraram a primeira edição atuando agora como monitores nas oficinas.
Educação socioambiental com base nos ODS
Criado em 2025, em parceria com a Universidade do Bem Viver (UBV), o “Olhares da Vila” tem como objetivo promover educação socioambiental por meio do audiovisual, utilizando como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A proposta busca estimular a consciência crítica, a expressão cultural e o vínculo com o território, especialmente entre jovens em situação de vulnerabilidade social.
Ao longo da primeira edição, o projeto atendeu cerca de 20 crianças e adolescentes, com idades entre 8 e 15 anos, no contraturno escolar. As atividades incluíram oficinas de fotografia, expressão corporal e escrita de roteiros, além de rodas de conversa, saídas de campo e visitas a espaços institucionais e culturais.
As ações também proporcionaram experiências formativas ampliadas, como visitas à universidade, participação em atividades de educação política e ambiental e o desenvolvimento de produções audiovisuais, culminando na criação de um filme coletivo exibido ao final do ciclo.
Protagonismo juvenil e pertencimento
De acordo com a diretora de Extensão, Cultura e Comunidade da UDESC Balneário Camboriú e coordenadora do projeto, Debora Esteves, os impactos vão além do aprendizado técnico.
“O objetivo do ‘Olhares da Vila’ nunca foi apenas ensinar técnica, mas sim transformar a visão que esses jovens têm do próprio meio onde vivem. Ver os alunos da primeira edição retornando como monitores mostra que o senso de pertencimento e a vontade de multiplicar o conhecimento foram consolidados.”
A nova edição aprofunda essa proposta ao envolver ex-participantes como monitores, estratégia que incentiva a liderança, valoriza as trajetórias construídas e fortalece o vínculo com o projeto e com a comunidade.
Ampliação e novas oportunidades
A ampliação para dois turnos atende à crescente demanda identificada desde a primeira edição, que chegou a registrar lista de espera por vagas.
Além das oficinas que seguem sendo realizadas no Colégio Alfredo Domingos da Silva, no bairro São Judas, o projeto prevê novamente a realização de saídas de campo para espaços de cultura e cidadania, ampliando o repertório sociocultural dos participantes e fortalecendo o vínculo com a cidade.









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