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Trombose: médica alerta para os riscos da doença e a importância da prevenção

A trombose venosa profunda é a forma mais comum da doença. Geralmente ocorre nas pernas, principalmente nas panturrilhas e coxas. O perigo é quando parte do coágulo se desprende e vai para os pulmões, causando uma embolia pulmonar, que pode ser uma situação grave, podendo levar à morte.

Data: Setembro/2026 – A Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia aponta que ocorrem cerca de 10 milhões de casos de trombose venosa anualmente no mundo. No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, foram contabilizados mais de 36 mil novos diagnósticos no primeiro semestre do ano passado, uma média de 200 internações por dia. “Para que o sangue circule por todo o corpo, existe uma rede complexa de vasos responsável por esse transporte. As artérias levam o sangue do coração até os órgãos, enquanto as veias trazem o sangue de volta ao coração. A trombose ocorre quando um coágulo se forma dentro de uma veia ou artéria, dificultando ou bloqueando a circulação”, explica a médica cirurgiã vascular Natalia Gianini.

A forma mais comum é a trombose venosa profunda, que ocorre principalmente nas veias das pernas, especialmente nas panturrilhas e coxas. No entanto, a trombose também pode atingir os braços, o abdômen, o cérebro e outras regiões do corpo. O maior risco acontece quando uma parte do coágulo se desprende e chega aos pulmões, provocando uma embolia pulmonar, uma complicação grave e potencialmente fatal. Por isso, reconhecer os sinais e buscar diagnóstico e tratamento precoces é fundamental.

“Os sintomas mais comuns da trombose venosa nas pernas incluem inchaço em apenas um dos membros, dor ou sensação de peso, aumento da temperatura local e vermelhidão ou mudança na coloração da pele. Algumas pessoas também percebem o endurecimento da região afetada. Esses sinais podem surgir de forma repentina, principalmente, após cirurgias, traumas, viagens longas ou períodos prolongados sentado ou acamado. Nesses casos, é fundamental procurar atendimento médico o quanto antes. No entanto, é importante lembrar que a trombose também pode ocorrer sem sintomas evidentes, o que pode dificultar o diagnóstico”, alerta a médica.

A idade em que a trombose ocorre com maior frequência também merece atenção, destaca a cirurgiã vascular. Segundo ela, os casos são mais comuns em pessoas com mais de 60 anos, mas têm aumentado entre os mais jovens. “Esse crescimento está relacionado a fatores como sedentarismo, obesidade, tabagismo, uso de anticoncepcionais ou outros hormônios, cirurgias recentes e algumas condições hereditárias que favorecem a coagulação do sangue. Por isso, mesmo pessoas jovens devem conhecer seus fatores de risco e procurar atendimento médico ao perceberem sintomas como inchaço e dor de início súbito em uma das pernas”, completa.

TRATAMENTO
De acordo com a médica Natália Gianini, o tratamento vai depender do tipo e da localização da trombose. Na maioria dos casos, são utilizados medicamentos anticoagulantes, conhecidos popularmente como os afinadores do sangue, que impedem o crescimento do coágulo e reduzem o risco de embolia pulmonar. “Em algumas situações específicas, pode ser necessário realizar procedimentos para remover ou dissolver o trombo. Além disso, o uso de meias de compressão pode ser recomendado em determinados pacientes. O importante é fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento o mais cedo possível, sempre acompanhado por um cirurgião vascular”, detalha a médica.

DICAS DE PREVENÇÃO
Conforme explica a médica, a prevenção começa com hábitos saudáveis. “É importante manter a atividade física regular, evitar longos períodos sentado ou deitado sem movimentar as pernas, manter uma boa hidratação e controlar o peso. Em viagens longas, é recomendado levantar-se com frequência e movimentar os pés e pernas. O uso de meias elásticas também é um forte aliado na prevenção da trombose venosa. Porém, seu uso deve ser recomendado por um médico, pois ela não pode ser utilizada por todo mundo. Também é fundamental seguir corretamente as orientações médicas após cirurgias ou internações. Quem utiliza anticoncepcionais ou terapia hormonal deve conversar com o seu médico sobre os fatores de risco. A boa notícia é que muitas tromboses podem ser evitadas com medidas simples e acompanhamento adequado”, conclui.

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