Paciente sofreu queimaduras em mais de 70% do corpo, decorrentes de choque elétrico
Em 15 de março de 2025, a família de Fernando de Barros, de 10 anos, viveu um dos momentos mais difíceis de sua história. O menino sofreu um choque elétrico e teve queimaduras em mais de 70% do corpo. Em meio à urgência da situação, foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) CIS, onde recebeu os primeiros cuidados na sala de emergência antes da transferência para a continuidade do tratamento hospitalar.
Mais de um ano depois, a lembrança daquele dia permanece para Fernando, sua mãe, Eliane Batista de Jesus, e seu pai, Franklin de Barros. A família fez questão de retornar à unidade nesta terça-feira (27) para homenagear os profissionais que participaram do atendimento e agradecer pelo cuidado recebido em um momento de extrema fragilidade.
“Eu sou grata demais a toda a equipe da UPA CIS, que nos ajudou no momento mais difícil. Até hoje reconhecemos esse excelente atendimento”, destaca Eliane.
Entre janeiro e outubro deste ano, a UPA CIS realizou mais de 164 mil atendimentos. Por trás de cada número, existem histórias, famílias e profissionais que participam de momentos decisivos na vida dos pacientes.
A UPA CIS conta com 40 técnicos de enfermagem, 15 enfermeiros, quatro recepcionistas, dois técnicos de raio-X, nove médicos para atendimento adulto, oito médicos na pediatria, um médico para a observação e um médico em cada sala vermelha. A equipe também é formada por duas farmacêuticas, uma psicóloga e uma assistente social.
Em situações de emergência, como a vivida por Fernando, a sala vermelha é destinada aos casos mais graves e permite a estabilização do paciente antes da transferência para o hospital de referência. O atendimento inicial realizado na UPA integra uma rede de assistência que tem como objetivo preservar a vida e garantir as condições necessárias para a continuidade do cuidado.
As Unidades de Pronto Atendimento 24 horas integram a rede de urgência e emergência e funcionam como estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e os hospitais. As unidades prestam atendimento durante todo o dia, inclusive aos fins de semana, para situações que exigem assistência imediata.
Em Itajaí, os pacientes passam por classificação de risco, conforme a gravidade do quadro. A prioridade considera o estado clínico e não a ordem de chegada. A classificação é dividida em cinco cores: azul, para casos não urgentes; verde, para casos pouco urgentes; amarelo, para casos urgentes; laranja, para casos muito urgentes; e vermelho, para situações de emergência, com atendimento imediato.
Além do atendimento médico e de enfermagem, as UPAs podem realizar exames laboratoriais, eletrocardiográficos e radiológicos, fornecer medicamentos para tratamento domiciliar em situações de urgência, apoiar equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU e estabilizar pacientes que necessitem de transferência hospitalar.
“Para a equipe da unidade, a homenagem também representa o significado do trabalho realizado diariamente nas salas de emergência. Cada atendimento envolve profissionais de diferentes áreas, que atuam em conjunto diante de situações que exigem agilidade, conhecimento técnico e atenção às necessidades de cada paciente”, destaca a gerente da UPA CIS, Graziela da Silva Neri de Aguiar.


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