Diante do encarecimento dos empréstimos tradicionais, companhias usam patrimônio próprio como lastro para obter financiamento de longo prazo
Por conta dos juros altos e da maior rigorosidade dos bancos tradicionais, companhias de médio porte vêm encontrando na própria infraestrutura imobiliária o caminho para financiar seus projetos de crescimento.
Em vez de recorrer a linhas convencionais ou vender patrimônio para gerar caixa, empresas dos setores industrial, de serviços e de logística com faturamento entre R$ 30 milhões e R$ 300 milhões (Middle Market) passam a oferecer sedes, parques fabris e galpões como garantia real em operações de crédito.
A movimentação, que é conhecida no mercado financeiro pela sigla Home Equity PJ, permite captar recursos de longo prazo para adquirir equipamentos, modernizar instalações e ampliar a operação, sem a necessidade de negociar o imóvel ou mudar de endereço.
Para o diretor-presidente da SP CAPITAL Fundo de Investimentos, de Itapema, Luís Carlos Schneider, a modalidade representa um avanço na alocação de ativos das corporações. “O setor produtivo entendeu que a estrutura física não precisa ser um ativo parado no balanço. Vincular o patrimônio a captações de longo prazo é uma alternativa estratégica para alavancar os negócios sem estrangular o caixa operacional”, destaca o executivo.
A tendência é corroborada por indicadores do Banco Central e da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que apontam crescimento de dois dígitos nas operações estruturadas com garantia imobiliária no país.
Crédito foto: Divulgação



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