Nos últimos dias, voltou ao debate a ideia de restringir o funcionamento das conveniências durante a noite. Respeito todas as opiniões, mas acredito que a população espera muito mais do que enquetes em grupos de WhatsApp.
Balneário Camboriú precisa de diálogo entre a Câmara de Vereadores, a Prefeitura, as forças de segurança, os comerciantes e a comunidade. É assim que se constroem soluções sérias para uma cidade turística como a nossa.
As conveniências devem, sim, cumprir rigorosamente a legislação, os alvarás e todas as normas de funcionamento. Quem estiver irregular deve responder perante os órgãos competentes. Se houver omissão da fiscalização, o caminho correto é denunciar ao Ministério Público e às autoridades responsáveis.
O que não podemos aceitar é transferir para quem trabalha a responsabilidade pelo aumento da criminalidade.
Também vale uma reflexão. A Câmara de Vereadores aprovou um projeto que proibiu a distribuição de folhetos no calçadão, sob o argumento de que isso ajudaria a reduzir o tráfico de drogas. Na prática, ficou evidente que medidas desse tipo não enfrentam a raiz do problema.
O combate ao crime exige inteligência, investigação, integração entre as forças de segurança e presença efetiva do Estado nas ruas. É isso que a população espera.
Por isso, vou propor a realização de uma audiência pública, reunindo Prefeitura, forças de segurança, comerciantes, moradores e Ministério Público, para que esse assunto seja debatido com transparência e responsabilidade.
Sou contra qualquer tipo de “toque de recolher” para quem trabalha, gera empregos, paga impostos e movimenta a economia da nossa cidade.
Toque de recolher deve ser para vagabundos e bandidos, não para comerciantes e cidadãos de bem.
Balneário Camboriú precisa de mais segurança, mais diálogo e menos medidas que penalizem quem trabalha honestamente.
Marcelo Achutti
Vereador de Balneário Camboriú



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