Oportunidade emprego foi o principal pedido dos estudantes
Cerca de 30 jovens e adolescentes participaram de uma roda de conversa com a vereadora Juliana Pavan (PSDB). O encontro aconteceu na última semana e teve como objetivo ouvir as demandas do grupo, que tinha entre 15 e 20 anos de idade.
Um dos principais pedidos foi ser ouvido na organização das políticas públicas municipais. “Queríamos ter um representante no planejamento das políticas, poderíamos sugerir por exemplo, palestras e encaminhamentos com foco na vida profissional “, diz Gabriel Letuvisnki, de 16 anos.
Para Maria Paulo Camilo, estagiária na delegacia de polícia civil, a importância de uma formação de qualidade, educacional e moral, poderia fazer a diferença para quem a busca o primeiro emprego “Vejo muito meninos e meninas tendo contato com o crime cedo, e me parece claro que falta orientação e apoio para a geração de renda desses jovens”, desabafa.
Pesquisa aponta que 70% dos jovens querem emprego. Projeto aprovado em 2021 não foi colocado em prática pelo executivo.
Em 2021, uma pesquisa encomendada pela Prefeitura de Balneário Camboriú ouviu 1.562 pessoas de 15 a 29 anos residentes no município, para descobrir como os jovens imaginam o futuro. O estudo foi tema de reportagem do Jornal Página 3 e revelou que a preocupação dos jovens com emprego e renda é prioritária – 70% querem mais projetos de capacitação e oportunidades de emprego. O estudo mostrou ainda, que a maioria dos jovens e adolescentes quer incentivo à cultura, esporte e lazer e que 44% mostram interesse em mais locais para socialização, como praças, parques, entre outros.
Vitória Barelho Brião, 20 anos, enviou dez currículos mas não conseguiu o tão esperado emprego. “Falta experiência e sigo sem oportunidade de atuar no mercado de trabalho “, desabafa a estudante de medicina veterinária.
No mesmo ano da pesquisa, a vereadora Juliana Pavan aprovou o projeto Selo Empresa Amiga da Juventude, que visa dar acessibilidade ao primeiro emprego aos jovens matriculados na rede municipal de ensino. “À Prefeitura caberia definir qual benefício as empresas receberiam em troca, mas infelizmente nosso projeto foi sancionado e engavetado”, lamenta a vereadora.


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