No Dia Nacional de Combate ao Fumo, pneumologista do Hospital Marieta alerta para os diferentes tipos de dependência envolvidos no hábito e reforça que buscar ajuda deve fazer parte do processo
O cigarro está relacionado a mais de 50 doenças e permanece como uma das principais causas de morte evitável. No Brasil, estima-se que cerca de 177 mil pessoas morram todos os anos em decorrência de doenças associadas ao tabagismo, o equivalente a aproximadamente 400 a 500 mortes por dia.
Neste sábado, 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, o pneumologista do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, Dr. Pedro Olivo, chama atenção não apenas para os riscos do cigarro, mas também para a importância de compreender a dependência e incentivar quem fuma a buscar ajuda para abandonar o hábito.
“O tabagismo é uma das principais causas de morte evitável. Se a pessoa não fumar, pode evitar uma série de doenças que comprometem a qualidade de vida e podem levar à morte”, explica o pneumologista.
Entre as doenças associadas ao cigarro estão diferentes tipos de câncer, como os de pulmão, traqueia, boca, língua, garganta e também tumores do sistema digestivo, além de diversas outras condições relacionadas ao tabagismo.
Por que é tão difícil parar?
Segundo Dr. Pedro, não existe uma única resposta. A dificuldade de abandonar o cigarro está relacionada a diferentes fatores e varia de pessoa para pessoa. Um deles é a dependência química provocada pela nicotina. Mas o hábito também pode estar associado a comportamentos construídos ao longo dos anos: o momento de acender o cigarro, os horários, situações específicas do cotidiano e até o próprio gesto de levá-lo à boca.
Há ainda o componente psicológico. Para algumas pessoas, o cigarro passa a ocupar o lugar de uma companhia ou fica associado a momentos de ansiedade, descanso ou socialização. “Cada pessoa apresenta graus diferentes desses componentes. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado”, destaca o médico.
O primeiro passo, segundo o pneumologista, é reconhecer os prejuízos provocados pelo tabagismo e desenvolver a vontade de abandonar o hábito. A partir daí, o fumante não precisa necessariamente enfrentar o processo sozinho.
“Precisamos chamar atenção para os malefícios do cigarro, mas também dos benefícios de parar de fumar. A pessoa pode procurar ajuda médica durante esse processo”, orienta Dr. Pedro.
Para o especialista, datas como o Dia Nacional de Combate ao Fumo são importantes justamente para ampliar essa conscientização e lembrar que abandonar o cigarro representa uma mudança capaz de prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. “ Com certeza, o tabagismo continua sendo um grande vilão da saúde”, conclui.


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