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Pesquisa aponta que 80,7% da população aprova a segurança pública de Balneário Camboriú

Levantamento mostra alta percepção de segurança, aprovação das forças de segurança e indica prioridades apontadas pelos moradores

A segurança pública de Balneário Camboriú é aprovada por 80,7% da população, segundo pesquisa de opinião apresentada nesta terça-feira (4), durante coletiva de imprensa na Secretaria de Segurança e Ordem Pública do município. O levantamento, realizado entre os dias 7 e 12 de julho, ouviu 603 moradores em entrevistas presenciais distribuídas por todas as regiões da cidade.

Na avaliação geral da segurança pública, 47,6% dos ouvidos avaliaram como boa e 33,1% como ótima a segurança no município, alcançando 80,7% de aprovação geral. A pesquisa também revela que a sensação de segurança está presente em todas as regiões do município. As regiões Norte e Sul registraram os maiores índices de aprovação, com 82,7%, seguidas pela região Central, com 79,7%, e pela região Leste, com 69,7%.

Os dados mostram ainda que a percepção de segurança é positiva entre os moradores. No resultado geral, 76,8% classificam Balneário Camboriú como uma cidade segura, sendo que 46,9% afirmam se sentir seguros e outros 29,9% muito seguros.

Outro destaque é a avaliação das forças de segurança e dos serviços de emergência. A Guarda Municipal alcançou 83,5% de aprovação, somando os entrevistados que declararam estar satisfeitos (65,7%) e muito satisfeitos (17,8%) com o trabalho realizado. A corporação fica atrás apenas do Corpo de Bombeiros, com 85,4% de satisfação, e do serviço de Salva-Vidas, que recebeu 84,1% de avaliações positivas.

Além da avaliação dos serviços, a pesquisa identificou as principais demandas da população para ampliar ainda mais a segurança pública. Cada entrevistado teve a oportunidade de elencar até três melhorias. A principal delas é o aumento do efetivo nas ruas, apontada por 48,3% dos entrevistados. Em seguida aparecem a redução da população em situação de rua (41,3%) e o combate ao tráfico de drogas (37%).

“Esse resultado confirma que estamos no caminho certo, mas também deixa claro que a população quer que continuemos investindo cada vez mais em segurança. Diante disso, tomamos a decisão de encaminhar o projeto de lei que amplia 90 vagas para o efetivo da Guarda Municipal. Nosso compromisso é fortalecer a presença da Guarda nas ruas, reduzir ainda mais o tempo de resposta às ocorrências e garantir que Balneário Camboriú continue sendo uma cidade cada vez mais segura para quem vive aqui e para quem nos visita.”

Outra prioridade apontada pelos moradores é a população em situação de rua. Para enfrentar essa questão, a Prefeitura intensificou as ações do Resgate Social, ampliando as abordagens e o encaminhamento para acolhimento e atendimento especializado. Nos casos previstos em lei, também são realizadas internações involuntárias de pessoas com transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Desde o início da política pública, mais de 30 pessoas passaram pelo procedimento.

No combate ao tráfico de drogas, outra preocupação destacada pelos entrevistados, a Guarda Municipal tem intensificado a atuação. No primeiro semestre de 2026, o efetivo apreendeu 6,71 quilos de entorpecentes. O resultado é fruto da intensificação do patrulhamento ostensivo, das ações de inteligência e da integração entre as forças de segurança. Além disso, a Guarda Municipal conta agora com a presença do cão farejador (K9), o pastor-belga-malinois Kirsch.

Perfil dos participantes

A pesquisa contou com equilíbrio entre os gêneros, sendo 51,2% mulheres e 48,7% homens, e reuniu entrevistados de diferentes faixas etárias, com maior concentração entre 45 e 59 anos (25,1%), 25 e 34 anos (22%) e 35 e 44 anos (21,2%).

Em relação ao tempo de residência no município, a maioria dos participantes vive em Balneário Camboriú há mais de 10 anos, sendo 21,8% moradores há mais de 20 anos e 17,7% entre 10 e 20 anos, além de 10,4% que nasceram na cidade.

Quanto ao perfil socioeconômico, predominam famílias com renda entre 2 e 4 salários mínimos (38,9%), seguidas por aquelas com renda entre 4 e 7 salários mínimos (19,6%). Na escolaridade, o maior grupo possui ensino médio completo (42%), seguido por ensino superior completo ou pós-graduação (21,5%).

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