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Evento marca o Dia de Combate à Discriminação Racial em Balneário Camboriú

Encontro aconteceu na Casa Linhares, no Bairro da Barra, aberto à participação da comunidade

Em alusão ao Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, a Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família, promoveu neste sábado (21) o evento Diálogos pela Igualdade Racial – Consciência, Direitos e Cultura. A programação foi realizada no galpão da Casa Linhares, no Bairro da Barra, com entrada aberta à comunidade.

A iniciativa proporcionou um espaço de diálogo, escuta e troca de experiências, com rodas de conversa conduzidas por profissionais de diferentes áreas, que abordaram temas como direitos, segurança alimentar e políticas públicas de igualdade racial.

O evento também contou com apresentação de capoeira, um dos maiores símbolos da cultura afro-brasileira, além de mostra de artesanato.

“Precisamos fazer com que as pessoas debatam, discutam e conversem, para mostrar por que isso ainda acontece e para que possamos conscientizar a sociedade de que essa é uma realidade que causa indignação, que ainda impacta a vida de muitas pessoas e que o respeito precisa existir. É um tema importantíssimo e a Secretaria não poderia deixar passar. Temos, inclusive, uma coordenadoria específica para isso, porque é uma pauta que a prefeita Juliana Pavan nos pede muita atenção”, disse o secretário de Assistência Social, Mulher e Família, Dão Koeddermann.

“A discriminação racial ainda é uma realidade presente no nosso dia a dia, ela se manifesta de diversas formas: no acesso a direito, nas oportunidades e nas relações sociais. Muitas vezes ela acontece de forma silenciosa, reforçando desigualdades históricas que atingem principalmente a população negra. E quando falamos de letramento racial não estamos falando de casos individuais, mas de uma estrutura histórica que impacta o nosso acesso à educação e a oportunidades de reconhecimento”, ressaltou a coordenadora de Políticas Públicas de Igualdade Social, Patrícia Sutil.

Patrícia afirma ainda que é necessário investir em letramento racial e na capacitação contínua de professores e servidores, para que estejam preparados para lidar com essas questões e contribuir para um município mais humanizado e empático.

Um dos temas da roda de conversa foi conduzido pela advogada e professora universitária Flávia Cristina Oliveira Santos, que abordou a questão dos direitos e do acesso à Justiça. Segundo ela, é fundamental fazer com que essas informações cheguem a quem precisa, pois muitas vezes ainda estão distantes de grande parte da população afrodescendente.

“Quando olhamos para os índices de desenvolvimento da população afrodescendente, assim como de outras minorias, sabemos que ainda existe uma grande distância entre os níveis socioeconômicos dessa população e de outros grupos sociais. A nossa conversa aqui é justamente nesse sentido: mostrar que, de forma organizada, é possível acessar a Justiça, é possível buscar uma resposta do Poder Judiciário e é possível fazer com que esses direitos sejam, de fato, respeitados”, completou Flávia.

Outro tema abordado foi a autodeclaração e o letramento racial, assuntos que, segundo a educadora e palestrante Celia Cristina de Castro são fundamentais para o avanço das políticas públicas e para a garantia de direitos. “A gente precisa fazer a autodeclaração de forma consciente e, para que isso aconteça, é necessário entender as questões raciais, para que as pessoas consigam se posicionar tanto na busca por direitos quanto na questão do reconhecimento como pessoa preta, e também para garantir a continuidade da nossa história. Isso faz parte de todo o contexto de como o Brasil foi formado, então isso precisa ser desmistificado, precisa ser falado por pessoas pretas, para que elas se reconheçam em um lugar que é de merecimento”, pontuou.

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