Com alta de 711% nos últimos dois anos, SP CAPITAL amplia equipe, tecnologia e processos para sustentar nova fase de expansão
A busca de pequenas e médias empresas por alternativas ao crédito bancário tradicional vem impulsionando o mercado de capitais no Sul do país. Em um cenário marcado por exigências burocráticas e processos mais lentos nas instituições financeiras convencionais, estruturas de crédito especializadas ganham espaço como ferramenta de gestão e crescimento. Reflexo desse movimento é a SP CAPITAL, fundo de investimentos catarinense especializado em operações de securitização de direitos creditórios (FIDCs), que registrou crescimento de 711,53% em suas operações nos últimos dois anos.
Com sede em Itapema, a empresa ultrapassou a marca de R$ 1,07 bilhão em volume operado e projeta movimentar R$ 2,43 bilhões em 2026. O resultado representa uma expansão de mais de sete vezes em apenas dois anos e acompanha o amadurecimento do mercado de capitais como alternativa de financiamento para o setor produtivo.
“O acesso ao mercado de capitais passou por um forte amadurecimento cultural. Deixou de ser visto como um recurso de emergência para empresas em crise e passou a figurar como decisão estratégica de governança”, explica Luís Carlos Schneider, diretor-presidente da SP CAPITAL.
“Nossa vantagem competitiva real frente aos bancos tradicionais está na agilidade regulatória e na desburocratização do acesso ao crédito, permitindo que o empresário otimize seu fluxo de caixa na velocidade que a operação exige”, diz.
Crédito estruturado avança em setores estratégicos
O avanço do modelo de crédito estruturado da instituição ancora-se em setores de alta complexidade e sazonalidade, como o imobiliário, o industrial e o têxtil. Apenas no segmento de construção civil e infraestrutura de Santa Catarina, a instituição já destinou mais de R$ 500 milhões para garantir previsibilidade aos cronogramas físicos de obras. A atuação estende-se ainda a elos intermediários da cadeia do agronegócio, como fornecedores de insumos, fertilizantes e sementes, e à indústria têxtil, cobrindo o intervalo financeiro entre a compra de matéria-prima e a comercialização das coleções.
Diferente do modelo bancário tradicional, estruturado em torno de agências físicas e processos padronizados, a origem dos novos negócios da SP CAPITAL ocorre de forma descentralizada. A expansão da carteira é sustentada por uma rede de Executivos de Novos Negócios distribuídos em posições estratégicas pelo país, nacionalizando a operação a partir do polo econômico catarinense.
Segundo o board da empresa, essa capilaridade ajuda a proteger o portfólio contra oscilações macroeconômicas. “A demanda por recursos financeiros é contínua e independente dos ciclos da taxa Selic”, pontua Schneider. “Com juros elevados, atuamos fornecendo fôlego financeiro e liquidez para as corporações enfrentarem o encarecimento do crédito tradicional; em momentos de Selic baixa, operamos fomentando diretamente investimentos de expansão de capacidade instalada.”
Expansão acompanha nova fase de crescimento
Para sustentar a projeção de alcançar R$ 2,43 bilhões operados em 2026, a gestora concluiu um plano robusto de expansão de sua infraestrutura interna. Em apenas um ano, a SP CAPITAL triplicou o tamanho físico de sua sede corporativa e aplicou o mesmo ritmo de crescimento nos aportes voltados a processos, tecnologia de análise preditiva e ao próprio quadro funcional, que hoje conta com pouco mais de 60 profissionais.
O plano de expansão organizacional prevê a abertura de mais 100 postos de trabalho até o encerramento deste ano. Os investimentos em tecnologia de dados e inteligência de processos preparam o terreno para as metas de longo prazo da instituição.
“O crescimento estrutural e o aporte tecnológico contínuo são as bases para cumprirmos a nossa missão de consolidar a empresa como o maior, melhor e mais rentável player de FIDCs do mercado nacional até 2030”, conclui Schneider.
CRÉDITO FOTOS: DIVULGAÇÃO



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