Médico e pré-candidato a deputado estadual propõe hospitais especializados, telemedicina, ampliação de leitos e mais especialistas para enfrentar a demanda reprimida no Estado
A inteligência artificial e a telemedicina podem se tornar ferramentas para enfrentar um dos principais gargalos da saúde pública de Santa Catarina: as filas por cirurgias e procedimentos especializados. A proposta é defendida pelo médico e pré-candidato a deputado estadual Dr. Élcio, que quer levar o debate para a Assembleia Legislativa e cobrar do Estado uma estratégia permanente para reduzir a demanda reprimida.
Durante entrevista à Rádio Menina, Dr. Élcio afirmou que Santa Catarina possui mais de 100 mil cirurgias e procedimentos de média e alta complexidade aguardando atendimento. Para ele, os mutirões realizados atualmente são importantes, mas não resolvem sozinhos um problema que se repete em diferentes regiões.
“As filas são as mesmas em Camboriú, em Balneário Camboriú, em Criciúma, em Florianópolis”, afirmou.
Na avaliação do médico, algumas especialidades apresentam dificuldades de resolução que acabam prolongando a espera dos pacientes. Dr. Élcio citou como exemplos as cirurgias de próstata e os casos relacionados a cálculos renais e problemas no ureter.
Para enfrentar esse cenário, a proposta apresentada por Dr. Élcio é utilizar a tecnologia para dar mais agilidade ao sistema. Segundo ele, a inteligência artificial pode auxiliar na identificação das demandas reprimidas, enquanto a telemedicina pode contribuir para acelerar avaliações e encaminhamentos.
“Precisamos buscar a inteligência artificial e a telemedicina para acelerar as demandas reprimidas”, defendeu.
Outra proposta apresentada pelo médico é a criação de hospitais vocacionados para determinadas demandas, permitindo concentrar equipes e estruturas especializadas em áreas que possuem grandes filas de espera.
Dr. Élcio também defende uma mudança na lógica de planejamento dos hospitais regionais. Para ele, o Estado precisa deixar de concentrar esforços apenas em reformas e manutenção das estruturas existentes e passar a considerar principalmente a capacidade de atendimento de cada região.
“Não precisamos pintar o hospital e reformar o hospital. Isso faz parte de cuidar das unidades hospitalares, mas precisamos aumentar a quantidade de leitos, aumentar a quantidade de especialistas”, afirmou.
O planejamento, segundo Dr. Élcio, também precisa acompanhar o crescimento populacional. Ele cita a região da Amfri como exemplo de área que não pode receber investimentos seguindo a mesma lógica de regiões com características demográficas diferentes.
A proposta é que a ampliação de leitos e de equipes médicas seja planejada de acordo com a evolução da população de cada região, evitando que o crescimento das cidades avance mais rapidamente do que a capacidade da rede pública de saúde.
Caso chegue à Assembleia Legislativa, Dr. Élcio afirma que pretende utilizar a experiência como médico para provocar o debate na Comissão de Saúde, buscar diálogo com o Estado e cobrar maior fiscalização dos hospitais regionais.
A estratégia defendida por Dr. Élcio reúne tecnologia, regionalização dos serviços, ampliação da estrutura hospitalar e aumento do número de especialistas. O objetivo é atacar não apenas as filas que já existem, mas também criar um planejamento capaz de evitar que novas demandas se acumulem ao longo dos anos.
Para o médico, Santa Catarina precisa deixar de agir apenas quando as filas já estão formadas e passar a trabalhar com planejamento estratégico de longo prazo na saúde.
“Já temos que ter um planejamento estratégico em gestão de saúde”, conclui


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