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SHOW ” AS PAREDES TÊM OUVIDOS” NO SESC DA PRAINHA E YOUTUBE NESTE SÁBADO (4)

O Projeto“As paredes têm ouvidos” foi premiado pelo Edital Elisabete Anderle de 2021 da Fundação Catarinense de Cultura e Conselho Estadual de Cultura com recursos provenientes do Governo do Estado de Santa Catarina. A realização é do Duo A corda em Si composto por Fernanda Rosa e Mateus Costa e conta com participação especial do músico Rodrigo Gudin Paiva. O projeto destina-se a realizar um
show musical no SESC Prainha em Florianópolis e transmissão pelo canal do youtube do Duo A Corda em Si. O evento será realizado no dia 4 de junho às 19hs. Os ingressos serão limitados e devem ser retirados com uma hora de antecedência. Como proposta não excludente, os músicos se encarregarão de fazer o roteiro da audiodescrição e 2 intérpretes de libras se revezam na apresentação e debate. Juntas, as trajetórias pessoais e profissionais dos profissionais envolvidos são prova da força inclusiva e transformadora da música. Pretendemos “abrir as pálpebras da alma” para conhecer um pouco mais desse trabalho com um olhar universal podendo expandir esse horizonte sensível da arte pensando em todas as pessoas.

O Grupo
Expor seus sentidos faz parte da rotina do duo A Corda em Si, formado por Mateus Costa e Fernanda Rosa. Ambos têm graus de deficiência visual, sendo que Mateus é quase cego por diagnóstico de uma doença degenerativa e Fernanda tem baixa visão. Por isso, durante suas criações artísticas exploram sua expressividade vocal, tateiam instrumentos e dançam enquanto confrontam limites físicos e sociais. A ideia é acrescentar à arte da música, outros sentidos, para aqueles que não podem ver e nem ouvir. Movidos pela vertigem de fazer música na rara formação de contrabaixo e voz, iniciaram o duo a Corda em Si há 12 anos atrás em que produziram 3 álbuns: O CD o Som do Vazio (2010), CD Sinfonia Azul (2014), e DVD Cego do show LivreMente (2018). Todos os discos foram vendidos em shows mas estão disponíveis nas plataformas virtuais para quem quiser conhecer. Em seu currículo estão premiações, participações em programas nacionais na televisão aberta, shows por diversos estados do país e na Europa, inclusive com a experiência de ter plateias vendadas experimentando sua percepção de ouvir sem ver. Hoje, também se desafiam no papel de pais do pequeno Francisco, que lhes apresenta a cada dia novas formas de sentir e agir, mas encontram na música a sua mais forte expressão artística como linguagem de suas angústias, medos, conquistas e percepção de mundo.
Para este projeto juntam-se as participações do músico catarinense Rodrigo Paiva, do técnico e produtor musical Francis Pedemonte, encontra a poesia de Aline Maciel e o desenho de luz de Iscarlat Lemes. Rodrigo Paiva é autor de livros de percussão, doutor em Música e com 31 anos de carreira que passa por instrumentista, professor, coordenador de projetos universitários, ainda encontra formas de expandir suas potencialidades, desenvolvendo atualmente um projeto de educação musical e autismo com crianças e adolescentes. Seu projeto já ganhou destaque catarinense e também nacional com o single “Não faz mal pro Brasil” disponível nas plataformas digitais. Em 2021, o projeto Educação Musical e Autismo foi aprovado na Lei de Incentivo à Cultura da cidade de Balneário Camboriú. O técnico de som e produtor musical Francis Pedemonte é parte fundamental na realização deste show, que com sua sensibilidade e competência técnica traz a qualidade sensível dos sons aos ouvintes. Na técnica, a design de luz Iscarlat Lemes completa o desenho cênico com projeções em telão e mapas de luz bem demarcados para apreciação e textura cênica. Para completar esse roteiro dramático, a poesia de Aline Maciel intercala momentos musicais com letras simbólicas de liberdade, diversidade, afetos familiares e sociais.

Argumento
O argumento do show “As paredes têm ouvidos” tem inspiração no ditado persa “as paredes têm ratos e os ratos têm ouvidos”, em que para roer as barreiras físicas que aprisionaram a todos ao longo do enfrentamento à pandemia por coronavírus a expressão é um alerta para os perigos de sermos escutados sem saber teria origem quase literal: vem justamente de um sistema de espionagem. Mas não desses atuais, com microfones embutidos nas paredes ou grampos nos celulares e sim por

física encontra expansão nos limites das pessoas com deficiência, nas minorias sociais como LGBTQIAP+, negros, indígenas, mulheres e o quanto essas escutas e falas maldosas afetam as pessoas. Com uma reflexão sobre o surdo e sua relação com a música, desconstruindo em alguma medida tabus e destacando a crescente assimilação e apropriação da cultura musical pelas pessoas surdas pretendemos contribuir com a discussão durante os debates e nesse ponto o intérprete de língua de sinais é o profissional responsável por viabilizar a comunicação das pessoas surdas e ouvintes e, também, mediar as diferentes culturas em contato na relação comunicativa. A autora surda Gladis Perlin em suas escritas discute as questões das identidades surdas parte de uma perspectiva que se afasta de concepções acerca do corpo do sujeito surdo enquanto corpo ?danificado?, isto é, corpo ?não eficiente? e busca em suas reflexões alcançar uma discussão de representação de alteridade cultural.

No repertório, as canções de seu quarto álbum buscam envolver o público como semelhante, “farinhas do mesmo saco”, através de sua arte, que resiste. Para “não soltar a mão de ninguém” e encontrar esse elo, as composições, próprias e de parceiros, vão ao encontro das raízes, sejam aquelas fincadas em terra, das árvores que florescem e frutificam, ou as da ancestralidade, que dão origem às gerações e à miscigenada cultura brasileira. A intenção é mostrar o que, debaixo da pele, dos credos ou das orientações, iguala o ser humano. Esses elementos perpassam as letras e as projeções audiovisuais que integram o cenário, ampliando-se sob os efeitos sonoros de Francis Pedemonte e a iluminação de Iscarlat Lemes. Aos poucos, o espectador é levado à uma experimentação multissensorial até encontrar na poesia de Aline Maciel a calma necessária para acreditar. “Amanhã vai ser outro dia, vai passar?!”.

Projeto “As paredes têm ouvidos”

Edital Elisabete Anderle 2021

Grupo A Corda em Si e Rodrigo Gudin Paiva

O que: Show “As paredes têm ouvidos”

Duo A Corda em Si e Rodrigo Gudin Paiva

Onde: SESC  Prainha e transmissão pelo Youtube

http://www.youtube.com/acordaemsi

Quando: dia 4 de junho às 19h

Ingressos distribuídos com 1h de antecedência

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