A eleição de 2018 trouxe um sentimento de que é possível aprimorar a nossa democracia, a partir de uma participação mais ativa da população nas decisões políticas. Isso é um significativo avanço, mas ainda não é uma evolução por completa, algumas coisas ficaram como estavam.
Todos os dias, assistimos ao Supremo Tribunal Federal e alguns de seus ministros em uma batalha contra os demais poderes. Isso é uma afronta à democracia e não é este o papel constitucional do STF. Esse deveria ser o órgão garantidor da ordem e não o causador da desordem.
Eu, na condição de senador, sou fruto de um estado democrático de direito e não posso aceitar que o STF viva dias de Legislativo ou de Executivo. Do mesmo modo que o Legislativo, também, não pode viver dias de Executivo e Judiciário.
O inadmissível é o fato de que há ministros sendo parte, os acusadores e os juízes, dentro de um mesmo inquérito. Usurpando o devido processo legal. Para mim, isso é coisa de Estado de Exceção.
A democracia não é perfeita, mas é o caminho mais próximo do ideal de liberdade com o qual nós sonhamos. É por este motivo que devemos nos manifestar, ordeiramente, no dia 7 de setembro. Não podemos deixar que ameacem a nossa liberdade, seja lá quem for o autor dessa ameaça. Espero que o dia 7 seja gigante; que a população dê o recado de que ninguém, nem mesmo os poderes da república têm mais força do que a vontade popular, pois suprema é a voz do povo.
Publicado na edição do fim de semana do jornal Notícias do Dia.



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