O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, deflagrou nesta terça-feira (04/11) a operação “Argentum Occultum”, que investiga crimes de fraude à execução, falsidade ideológica e documental, lavagem e ocultação de capitais. A ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão no município de Itapema (SC), expedidos pela Vara Regional de Garantias de Lages.
As investigações apuram a conduta de um ex-diretor-geral de Recursos Humanos da Prefeitura de Lages, que entre 2009 e 2010 teria alterado contracheques de servidores municipais, causando prejuízo de cerca de R$ 380 mil ao erário. Condenado nas esferas cível e criminal, o ex-servidor foi punido com suspensão dos direitos políticos, multa civil, proibição de contratar com o poder público e ressarcimento ao erário, valor que chegou a R$ 2,68 milhões em 2025.
A investigação indica que o condenado ocultou bens, valores e direitos, utilizando familiares para lavar dinheiro e evitar o cumprimento da sentença. A operação busca comprovar a existência de uma rede de ocultação patrimonial e ampliar a apuração de outros possíveis envolvidos.
O nome “Argentum Occultum” significa “Prata Oculta” em latim, fazendo referência à tentativa de esconder recursos e patrimônios obtidos ilicitamente. Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para análise pericial e servirão de base para as próximas diligências do GAECO.
As investigações seguem em sigilo, e novas informações serão divulgadas quando autorizadas judicialmente.
O GAECO é uma força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com atuação voltada à prevenção e repressão às organizações criminosas.
(Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC)



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