Circula nos grupos de advogados em Santa Catarina a publicação do Diário Oficial em que Márcio Vicari aparece nomeado juiz eleitoral no governo Luiz Inácio Lula da Silva, com assinatura do então presidente da República. O detalhe, aparentemente burocrático, ganhou peso diante da disputa pelo quinto constitucional do Tribunal de Justiça do Estado, considerada uma das mais acirradas da história recente da advocacia catarinense.
A lembrança de que Vicari chegou ao posto por indicação durante o governo do PT caiu mal dentro do PL, partido que busca se firmar como principal polo bolsonarista no Estado. A repercussão cria ruídos porque Vicari tenta se viabilizar junto à advocacia em um cenário em que os demais postulantes se apresentam mais identificados com o campo bolsonarista, como o deputado estadual Ivan Naatz, o ex-assessor da vice-governadora Marilise, Giovanni Lima, e o ex-juiz eleitoral William Quadros, nomeado no governo Bolsonaro com apoio do então senador Jorginho Mello.
O episódio amplia a tensão sobre o chamado “super quinto”, em que a escolha do próximo desembargador passa a ser atravessada não apenas por critérios jurídicos e articulações internas da OAB, mas também por uma disputa simbólica entre identidades políticas. A lembrança da nomeação de Vicari no governo Lula gera expectativa sobre a reação da advocacia diante do novo ingrediente da disputa.



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