A Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família, realizou mais três internações involuntárias nesta semana. A operação integra o programa Resgate a Vida BC, voltado ao acolhimento, ao tratamento e à reinserção social de pessoas em situação de rua mapeadas pela Abordagem Social na cidade.
Na segunda-feira (5), houve a internação de um homem (31 anos) natural de Campos Novos (SC). Conforme relatório da equipe, ele apresenta histórico de extrema vulnerabilidade social e dependência química – o que teria motivado o desenvolvimento de transtornos mentais e comportamentais. Em razão disso, da situação de rua, do vínculo familiar fragilizado e do comprometimento da saúde clínica geral, o paciente foi encaminhado a um hospital especializado após ser encontrado na 5ª Avenida, na altura da Rua Curitibanos.
O procedimento se repetiu na terça-feira (6) com uma mulher (42 anos) natural de Jaraguá do Sul (SC), na Casa de Passagem do Migrante. Segundo relatório, ela detém histórico extenso de adoecimento mental, com diagnóstico de esquizofrenia, não adesão a acompanhamento pela rede de saúde mental e episódios recorrentes de surto psicótico e dependência química. Tendo em vista o contexto agravado por comportamento agressivo e manutenção de riscos à integridade, a paciente também foi hospitalizada para tratamento.
Depois de localizado na Avenida Palestina em condições físicas e sociais precárias, um homem (41 anos) natural de Centenário do Sul (PR) foi internado de forma involuntária na quarta-feira (7). De acordo com relatório, ele possui histórico de alcoolismo crônico, elevado grau de vulnerabilidade social, ruptura de vínculos familiares, ausência de documentação pessoal e boletins de ocorrência por episódios relacionados ao uso abusivo de álcool. Diante do agravamento do quadro de riscos à integridade e clínico, a medida de proteção foi tomada para garantir acompanhamento em hospital especializado.
Internações involuntárias
Após acordo firmado pelo Governo Municipal com o Ministério Público, as internações involuntárias – executadas com respeito às leis, à dignidade e à integridade das pessoas em situação de rua – foram iniciadas em novembro. Desde então, após contratação de empresa especializada, nove internações involuntárias ocorreram no município.



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