Balneabilidade comprometida por problemas no sistema de tratamento de esgoto foi recuperada a partir de ação da nova administração da empresa responsável
Mancha para o turismo, e esgoto direto no mar
A recuperação do sistema de tratamento de esgoto em Balneário Camboriú garante a perspectiva de plena balneabilidade das águas da Praia Central na próxima temporada de verão. A informação é do diretor geral da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), engenheiro Auri Pavoni, que, nesta terça-feira (23), prestou esclarecimentos à Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa, sobre ações desenvolvidas este ano, para retomar a operação eficiente da estação de tratamento de efluentes do município.
Segundo Pavoni, a poluição das águas teve ampla repercussão negativa e representou “uma mancha para o turismo”. Ele informou que todo o problema foi sanado com um investimento aproximado de R$ 3 milhões. E em cerca de três meses a atual administração da Emasa trocou o lodo da lagoa, metade das membranas de aeração do sistema e consertou a instalação hidráulica de um dos decantadores da estação de tratamento, que prejudicava o funcionamento dos demais.
Conforme disse, até então a estação servia apenas para repassar o esgoto coletado na cidade para o rio Camboriú, que seguia direto para o mar. O sistema não operava, afirmou o diretor. Atualmente, a estação já opera com eficiência de 95%.
Informações sobre investigação
O deputado Carlos Humberto apresentou requerimento verbal pedindo que a Comissão encaminhe ao Ministério Público um pedido de informação sobre o andamento de investigações feitas sobre a responsabilidade pela poluição das águas na baía de Balneário Camboriú na última temporada de verão.
Multas ambientais
O dirigente veio à Comissão atendendo convite, a partir de requerimento do deputado Carlos Humberto (PL). O deputado Marquito (Psol) conduziu a reunião e abriu espaço também para o secretário de Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Nelson Oliveira, que antes de assumir o cargo, na atual administração, autuou na gerência regional do Instituto do Meio Ambiente (IMA), que por várias ocasiões multou a Emasa pela poluição da Praia Central. As multas ambientais pendentes somam R$ 22 milhões.
Esforço de depreciação suspeito
Pavoni entende que houve negligência da administração anterior da companhia e relatou que havia esforço para privatizá-la. Ele atribuiu a má gestão a “um esforço de depreciação suspeita da companhia”. Ele também criticou investimentos para obras já em andamento, de um novo sistema de captação de esgoto na região da Avenida Brasil, uma das principais do município, que ele considera superdimensionado e desnecessário. Segundo ele, o atual, implantado em 1983, precisava apenas de correção de infiltrações da rede pluvial, ou deslocamento de tubulações pelo impacto de obras que afetaram a vedação dos dutos.



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