A equipe de robótica Pipeline Surfers, da Escola SESI de Referência de Itajaí, participa entre os dias 5 e 8 de março de 2026 da etapa nacional da First Lego League Challenge (FLL), em São Paulo. A vaga foi conquistada ainda na fase regional, quando o grupo alcançou o segundo lugar no Champion’s Award, uma das principais premiações da competição. Desde então, os estudantes intensificaram a preparação para representar o município entre as melhores equipes do país.
A classificação não veio por acaso. A temporada deste ano, dedicada ao tema Arqueologia, desafiou os participantes a desenvolverem uma solução inovadora para um problema real da área. A Pipeline Surfers decidiu enfrentar uma das etapas mais desgastantes do trabalho de campo: o peneiramento manual realizado em escavações. A partir da orientação do arqueólogo Darlan Cordeiro, do Museu Etno-Arqueológico de Itajaí, os alunos criaram uma peneira automática capaz de reduzir o esforço físico dos profissionais. O protótipo foi testado em um sítio arqueológico, atendendo às exigências técnicas da competição, e apresentou resultados positivos.
Além do projeto de inovação, a First Lego League avalia outras três frentes: o desempenho do robô autônomo na mesa de desafios — onde são cumpridas 15 missões que exigem precisão e estratégia —, o design e a programação do robô, e os valores fundamentais, que incluem trabalho em equipe, cooperação e ética. Cada área corresponde a 25% da pontuação final, o que exige equilíbrio, organização e maturidade dos competidores.
Segundo a professora e técnica da equipe, Siliana Dalla Costa, esse equilíbrio é determinante para o sucesso na competição. “Não é só ter um bom projeto ou um robô que funcione bem. São quatro áreas que valem a mesma pontuação. Se você se destaca em uma e deixa outra de lado, a nota cai. Eles precisam aprender a trabalhar todas as frentes, com responsabilidade, cooperação e estratégia”, destaca.
A equipe da Escola SESI Itajaí
Formada por estudantes de 13 a 15 anos, a equipe iniciou a preparação logo após o lançamento oficial do tema, em agosto do ano passado. Desde então, foram meses de pesquisa, programação, testes, ajustes e validações técnicas. Mais do que competir, os alunos vivenciam uma experiência completa de formação, desenvolvendo raciocínio lógico, criatividade, capacidade de resolver problemas reais e habilidades de comunicação.
Agora, entre os dias 5 e 8 de março, em São Paulo, a Pipeline Surfers leva o nome de Itajaí para o cenário nacional, com um projeto que une tecnologia e impacto social. “A etapa nacional representa não apenas uma competição, mas a oportunidade de ampliar horizontes e, quem sabe, conquistar uma vaga na fase internacional, nos Estados Unidos”, completa Siliana.



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